O que fazer em Chicago – Imperdível

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Na semana em que chegamos, em Chicago, um dos eventos em andamento era a Semana da Cerveja Artesanal, e vários bares e pubs da cidade estavam participando, seja com preços reduzidos ou com cervejas feitas especialmente para a semana.

Provamos algumas boas cervejas no pub Clark Ale, tradicional boteco da rua Clark.

Relato do nosso amigo e leitor Sandro Martins

na viagem que fez com sua esposa.

Por uma imensa dose de sorte, estávamos na cidade exatamente no dia da inauguração da Centennial Wheel, a moderna e novíssima roda gigante que veio para complementar a já famosa silhueta da arquitetura do centro de Chicago, em substituição a outra roda antiga que havia no local até 2015.

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A roda gigante tem esse nome em homenagem ao centésimo aniversário do Navy Pier, o famoso píer em que está localizada. Inaugurada em 27/05/2016, ela está longe de ser uma das maiores do mundo, mas não deixa de ser uma atração interessante devido à proximidade do centro da cidade, o que permite um novo ponto de vista da belíssima arquitetura do centro. Estivemos entre os primeiros passageiros da roda gigante no dia da inauguração, o que nos valeu um certificado impresso atestando o pioneirismo.

Navy Pier

O Navy Pier, à beira do belo Lago Michigan, merece um passeio bem demorado, por ser um polo gastronômico importante da cidade. Dentre os vários bares, restaurantes e lanchonetes do local, uma boa opção é o Harry’s Caray, boa comida e boas cervejas em uma casa fundada pelo famoso locutor de jogos de basebol Harry “Caray” Carabina (falecido em 1998), e o Bubba Gump, rede de casas de camarão e outros frutos do mar cuja temática da decoração e dos pratos gira em torno do filme Forrest Gump (lembra do sonho de Bubba, amigo de Forrest, de abrir uma empresa de pesca de camarão?). Não espere uma cozinha espetacular no Bubba Gump, mas dá para o gasto.

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A cidade é bem servida de parques públicos, e parece que os chicagoans sabem da importância que a conservação dos parques significa para o visual de uma cidade. Se você conhece Curitiba, sabe do que estou falando. O Grant Park vale uma bela caminhada. O Millennium Park, que é um pedaço do Grant Park, é passeio obrigatório, pois lá estão o Cloud Gate, a escultura de aço espelhado em forma de feijão, o Jay Pritzker Pavilion, onde acontecem festivais de jazz e de música clássica, e a Crown Fountain, uma bela fonte com telões gigantes projetando imagens de famosos nascidos em Chicago. Na parte sul do Grant Park, conheça a região onde acontece a versão local do Lollapalooza, festival de rock e pop maior que o nosso Rock in Rio.

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Dentre os vários museus importantes da cidade, visitamos apenas o Museu da Ciência e da Indústria.  Passeio legal, principalmente para os mais jovens. Fica longe do centro, mas é tranquilo chegar lá de forma barata: siga pela linha verde do metrô em direção sul até a estação Garfield, e pegue um ônibus em direção ao lago, a leste. O museu fica no Jackson Park, mais uma das belas áreas verdes da cidade.

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Chinatown, o bairro chinês, também merece um passeio. Está a uma curta distância do centro e concentra um grande número de restaurantes de culinária oriental, além o comércio das bugigangas chinesas e do Muro dos Nove Dragões.

 

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Para concluir o mergulho nesta metrópole, nada como vê-la do alto, bem do alto. E são duas as opções: é possível subir até o 110º andar (o Skydeck) da Willis Tower, antiga Sears Tower, que já foi o arranha-céu mais alto do mundo, e apreciar a vista da cidade em uma plataforma de vidro que parece flutuar no ar a mais de 400 metros de altura. Ou apreciar uma vista a partir do observatório do 94º andar do John Hancock Center, denominado 360º, e que, apesar de mais baixo, alardeia ser a melhor vista da cidade. Nós, seguindo o exemplo do personagem Ferris Buller no filme Curtindo a Vida Adoidado, preferimos a tradição da Willis Tower.

John Hancock

Não tem como conhecer Chicago sem ir aos famosos bares de blues e jazz. Para o blues, escolhemos o Buddy Guy’s Legends, ótimo boteco pertencente ao bluesman Buddy Guy que conta com apresentações de blues em todos os dias da semana. Se você for no mês de janeiro, há grandes chances de assistir ao próprio Buddy esmerilhando sua guitarra, pois este é o mês em que ele não faz turnês e reserva as noites exclusivamente para o seu bar. No dia em que fomos ao Legends, não sendo um mês de janeiro, não vimos a lenda em pessoa, mas nos contentamos com duas apresentações de blues de muito bom nível. Para uma noite de jazz, escolhemos o também tradicionalíssimo Andy’s Jazz Club. Um quarteto instrumental deu o tom dessa noite.

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Hospedagem

Em Chicago, ficamos no Chinatown Hotel Chicago, no bairro chinês, que fica a apenas três estações de metrô do conhecido Loop, a região do centro em que todas as linhas do metrô se encontram e formam um retângulo. Boa pedida, com preço razoável, apesar de Chicago ser uma cidade cara em se tratando de hotéis. Pagamos 100 dólares por noite, o que é uma pechincha se você quiser ficar na parte mais central da cidade. Fica a menos de 200 metros da estação do metrô de Chinatown. Como o metrô é eficiente e tem relativa abrangência, prefira sempre uma hospedagem que permita chegar facilmente a uma estação de metrô. A linha azul do metrô vai até o aeroporto O’Hare, então um hotel próximo a uma estação garante um deslocamento barato do aeroporto até a cidade.

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Metrô/ônibus

Compre o cartão no próprio aeroporto. Leve dinheiro trocado, porque as máquinas não dão troco. Prefira as opções de viagens ilimitadas por um determinado número de dias (três, sete ou trinta), pois é muito mais barato. O cartão serve tanto para o metrô quanto para os ônibus que tiverem o logotipo da CTA, o órgão público que cuida do transporte. As principais linhas do metrô são no sentido Norte-Sul. Logo, se precisar se deslocar no sentido Leste-Oeste de modo barato, os ônibus são uma boa pedida. Se precisar comprar passagens avulsas, fique atento: a máquina vai liberar um cartão para cada passagem comprada, e não um cartão múltiplo, como o metrô de Nova York. Por não saber disso, deixamos alguns cartões dentro da máquina. Quem veio depois de nós deve ter ficado feliz…

E tem mais!!

Como ir a Indianápolis, Chicago e assistir as 500 milhas?

O que fazer em Indianapolis, além da corrida

 

 

2 comentários sobre “O que fazer em Chicago – Imperdível

  1. Allan Carlos de Mesquita Souza

    Olá… Gostei muito do seu post! Quanto que você acha que gasta-se de forma minima com alguma “gordurinha” para assistir as 500 milhas de Indianapolis?

    Sonho em assistir as 500 milhas com minha esposa!

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