O que fazer em BH e arredores

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O que fazer em Belo Horizonte e cidades vizinhas.

Dicas pra você aproveitar ao máximo Beagá e redondezas, num roteiro de 5 dias.

 

Como chegar

A capital mineira pode ser visitada de avião a partir dos aeroportos de Confins e Pampulha ou ainda pela rodovia e ferrovia – trem da vale, Vitória x Minas.

 

Chegamos ao aeroporto moderníssimo e organizado de Confins. De lá mesmo alugamos um carro com o objetivo de conhecer as cidades vizinhas de Beagá.

Tudo ocorreu rapidinho, em 30 minutos já estávamos com as malas na mão e as chaves do carro disponível. 🙂

 

Quantos dias são necessários?

Muitos! Mas só tínhamos cinco dias e aproveitamos ao máximo. Existem muitas regiões próximas a BH que podem ser facilmente visitadas com um carro disponível.

 

Visitamos além de Belo Horizonte a cidade de Brumadinho, onde fica o Instituto Inhotim e Lagoa Santa, para conhecer a Gruta da Lapinha.

Quem tem mais dias de viagem disponíveis pode ir até Ouro Preto, Caraça, Serra do Cipó… E por aí vai. 🙂

 

Culinária Mineira

Dos Estados do Brasil considero a melhor culinária.

Não deixe de provar e levar pra casa os queijos. Tem uma diversidade incrível e os preços são bons… Você pode encontrar no Mercado Central – falaremos dele aqui.

Um prato imperdível é o tradicional feijão tropeiro, a feijoada, galinha com quiabo e polenta… Me deu fome só de escrever. 🙁

Comemos bem em todos os restaurantes que passamos e sem surpresas! O preço era justo e a comida sensacional.

Visitamos por acaso o Restaurante Espinafre em Barro Preto, que além de ótima comida tem toda uma temática mineira, com um trenzinho que percorre o restaurante sob uma plataforma de madeira, com um cenário pintado das casas antigas do interior de Minas Gerais. Ah! Tem rapadura a vontade de sobremesa. 🙂

Comemos também o feijão tropeiro na Feira do Mineirinho, que acontece todas as quintas-feiras à noite e domingo de dia.

 

Onde se hospedar?

Todas as buscas indicam que a melhor hospedagem é a região da Praça da Liberdade. Concordamos se o seu passeio está concentrado na capital, em Belo Horizonte. Tudo nesta região é perto e de fácil acesso. Pra saber os preços e as melhores opções, clique aqui.

Como o nosso objetivo era conhecer outras cidades ao redor de BH ficamos na região da Pampulha e não nos arrependemos. O local é acolhedor, tranquilo e com muitas opções de restaurante, banco, farmácia… Pra saber os preços dos hotéis na região da Pampulha, clique aqui.

 

Vamos ao que interessa! O que fazer…

Nosso roteiro de 5 dias 🙂

 

Dia 1

Começamos fazendo um passeio na Lagoa da Pampulha, com nos deparamos com um visual incrível e tudo muito bem preservado.

O complexo da Pampulha, com título de Patrimônio Mundial da Unesco, foi projetado por Oscar Niemeyer na época em que Juscelino Kubitschek era prefeito da capital. Uma parada imperdível!

Ali mesmo, conhecemos a Casa do Baile – que tem exposição de arte, registros das obras de Oscar Niemeyer e um café muito agradável.

Se destacam também nessa região a Igreja de São Francisco e o Museu de Arte da Pampulha.

Se tiver com criança como é o nosso caso, vá até o Parque Guanabara e você encontrará uma estrutura simples, barata, mas bem divertida.

Bem pertinho dali tem a visita ao Estádio do Mineirão. Caso não queria pagar R$ 20 para a visita, pode conhecer o cantinho da leitura gratuito e a parte externa do estádio que é monumental.

Numa quinta-feira, à noite, fomos à Feira do Mineirinho onde tem comida típica, música e muito artesanato da região. Não fomos à Feira Hippie porque nosso domingo foi todo dedicado à viagem de trem, mas a opção do Mineirinho calhou muito bem.

 

Dia 2

De carro fomos de BH para Brumadinho, conhecer o Instituto Inhotim. O percurso de 57 km é feito em 1h 30 min. é bem tranquilo, principalmente depois de chegar à rodovia.

Uma dica é ir às quartas-feiras, que a entrada é gratuita. Para os demais dias o custo é de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia, podendo pagar tudo através de cartão de crédito.

É impossível conhecer todo o espaço num único dia, são 2000 hectares de área com muito paisagismo e salas de arte, além de exposições externas. Por isso é oferecido um pequeno desconto para os turistas que pretendem visitar por 2 dias – veja as informações no site oficial aqui. http://www.inhotim.org.br/

Para percorrer melhor as exposições você poderá alugar um carrinho (tipo aqueles de golfe) por R$ 28 por pessoa.

Dentro do espaço tem ótimos restaurantes com opções a la carte e self service. A última opção é mais econômica.

O lugar é impressionante e marcado por momentos e sensações inesquecíveis. Vá sem pressa e fotografe muito… Não faltarão cenários que rendem ótimos clicks. 😉

 

Dia 3

No terceiro dia tínhamos planejado fazer muita coisa, considerando que nosso destino, Gruta da Lapinha, no Parque Estadual do Sumidouro, seria um passeio rápido e sem muita expressão a princípio. Nos surpreendemos positivamente! O passeio nos tomou praticamente o dia inteiro… E valeu muitíssimo a pena!

O percurso de 43 km (a partir da Pampulha) durou cerca de 1 hora e foi bem tranquilo.

Chegando ao Parque Estadual do Sumidouro fomos recepcionados pelos simpáticos profissionais que nos orientaram em tudo.

Pagamos a taxa de R$ 15 para conhecermos a Gruta da Lapinha, acompanhados por um excelente guia, o Sr. Lauro, e devidamente aparamentados com equipamento de segurança.

Antes da entrada na gruta somos orientados sobre as medidas de segurança (cuidado pra não tocar nas paredes ou pedras porque abrigam as aranhas altamente venenosas – só atacam se forem atacadas), sobre a história impressionante do parque, os achados arqueológicos e as pesquisas desenvolvidas a partir dele.

O nome de Peter W. Lund é lembrado em várias grafias do parque, uma homenagem ao dinamarquês, pai da paleontologia e arqueologia do Brasil, quem descobriu e dedicou muita pesquisa sobre os fósseis da região.

Pagando mais R$ 4 (taxa simbólica) nós fomos visitar o Museu do Castelinho que abriga objetos que são patrimônio arqueológico de Lagoa Santa.

Lá nós conhecemos a Erika Suzanna Bányai, responsável pela administração do Museu e é filha do Sr. Mihály Bánya, quem projetou o castelinho em 1970.

“Hoje o acervo arqueológico está contado em torno de 4.500 peças: entre elas 8 fósseis humanos originais, com 2 esqueletos completos do famoso “Homem de Lagoa Santa”(12.000 anos); 400 ferramentas líticas – machados, pilões de pedra, pontas de flechas, quebra-cocos –(idade de 12.000 a 300 anos) considerado pelos arqueólogos que estão inventariando o acervo como a maior coleção do Brasil; 9 machados semilunares – instrumentos pertencentes aos extintos índios sapucai, raríssimos e considerados instrumentos sagrado até hoje por índios de todo o Brasil; colares de madrepérola produzidos à 1.000 anos.” Fonte: https://www.grutadalapinha.com.br/museu-do-castelinho

Saindo dali fomos direto ao Cantinho da Luci e comemos uma deliciosa feijoada, galinha caipira… Um restaurante e pousada muito aconchegante, recepcionados pela simpática Dona Luci.

Quem tiver um tempo maior disponível pode fazer um percurso de mais 50 km e conhecer a fantástica Serra do Cipó – pra nós não deu, vai ficar pra próxima.

 

Dia 4

Visitamos o centro de Beagá – num sábado! Considere esse dia da semana para não enfrentar o transito da região.

Começamos o passeio pelo Mercado Central e lá encontramos muito artesanato, muito queijo (bão demais da conta), temperos, animais, souvenir e por aí vai…

Logo em frente ao mercado tem o MinasCentro, centro de convenções, que sempre tem feiras e atrações – na nossa época havia feira de malhas. Pra quem gosta de compras, vale a pena!

Falando em compras… O bairro Barro Preto tem muitas opções de compras com preços bons, principalmente para roupas e acessórios. Há dezenas de galerias onde vendem roupas, bolsas, sapatos, acessórios de todo o tipo e para todos os gostos.

Seguimos a caminho do Parque Municipal e passamos pelo Museu da Moda que, embora estivesse fechado, o prédio tem uma arquitetura preservada merece o registro.

Chegando ao Parque Municipal vimos muita área verdade, barraquinhas com pipoca, churros e algodão doce, brinquedos infantis, lagoa com patos… E muito sossego para uma tarde de sábado.

O que me chamou a atenção foram os barquinhos onde as pessoas alugavam para remar pela lagoa, num ambiente muito familiar e tranquilo. Um cenário muito bonito!

Chegamos a Praça da Liberdade onde sempre há um concentração de pessoas andando de patins, comendo nos food trucks , fotografando… Ali se concentram muitas atrações que valem mesmo o passeio.

 

No impressionante Memorial Minas Vale nós visitamos excelentes exposições gratuitas! Começamos com as obras do fotógrafo mundialmente reconhecido, Sebastião Salgado.

Muitas salas espalhadas pelos 3 andares do prédio histórico, são expostas obras de arte da cultura e da história de Minas Gerais e do Brasil.

Durante a visita fomos hipnotizados pelo cheiro da torta de banana que tinha acabado de sair do forno, na lanchonete do Memorial  Minas Vale. O lugar é super agradável e com preços ótimos para uma saboroso lanche da tarde. #valeconhecer

Bem ao lado conhecemos o Museu das Minas e do Metal que além da história do prédio tem exposições diversas que merecem uma parada.

Como em vários lugares de BH na Praça da Liberdade também tem um prédio com as curvas projetadas por Oscar Niemeyer. Vale a pena parar, admirar e fotografar.

 

Dia 5

Nosso último dia foi todo dedicado à viagem de trem que durou 13 horas, num percurso da Estação Ferroviária de Belo Horizonte até a Estação Ferroviária Pedro Nolasco em Cariacica, grande Vitoria.

Um dos pontos positivos da viagem é o conforto das cadeiras, a segurança do transporte e as paisagens lindas no percurso.

Os pontos negativos são a demora no trajeto, a limpeza dos banheiros (não estava legal) e comida servida no trem – estava fria…

Vale a pena?! Sim se você tiver algumas precauções.

Leve roupa de frio, um cobertor e um travesseiro pra dormir confortavelmente. O ar é central e gela muito!

Leve seu lanche com você e compre somente as bebidas no trem.

Não esqueça também de levar seus fones de ouvido porque, embora tenha televisão, filmes disponíveis pelo wifi e canais para ouvir, a vale não oferece fone e nem os vende. Levar o seu é essencial.

O wifi é gratuito, porém a comunicação oscila o tempo todo… É necessário paciência.

No último vagão sempre tem alguma atração cultural que vale a visita. Quando fomos havia aula de violão e musica para os passageiros.

Em resumo…

Não esqueça! O melhor de Minas é o seu povo!

Encontramos por todo canto gente simples, de bem com a vida e pronta a ajudar com um sorriso no rosto. Isso torna a viagem muito mais prazerosa e inesquecível.

Valeu demais da conta, sô!

 

 

Um comentário sobre “O que fazer em BH e arredores

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